Thursday, December 29, 2005
...
Ai, de repente me deu uma vontade de sair voando por aí feito a Sininho. Era só pegar a roupinha de fada emprestada da Luísa...
Wednesday, December 28, 2005
Rafting
Tuesday, December 27, 2005
La vie en rose
Ao limpar minha caixa de e-mails, recuperei estas sábias palavras da minha mais recente e grande amiga Manoella Jubilato: "Quando as cartas são colocadas na mesa e sabemos em que chão estamos pisando, todo aquele deslumbramento de antes acaba e as esperanças de que as coisas tenham algum futuro sublimam". Manu tem razão. Quando tudo é dito, não restando nenhuma dúvida, primeiro pode até aparecer aquele friozinho na espinha, aquele sentimento de perda, mas a sensação de controle que vem depois, bem depois, também é ótima... Estou me sentindo assim agora. E não tem nada melhor do que se sentir livre outra vez. Decidi que quero luas e estrelas girando ao meu redor. E quero sentir a dor do sol. A dor febril e agradável do sol. Vigor. Intensidade.
Monday, December 26, 2005
Samba sim Samba sim
A energia positiva de uma roda de samba é sem dúvida uma das melhores coisas que poderiam ter inventado. Se tem um lugar certo para ficar feliz é estar sob o ritmo contagiante do samba de raiz. Perto de uma roda não existe a possibilidade de se ficar triste, ainda mais ouvindo Paulinha cantar: “Meu moreno fez bobagem, maltratou meu pobre coração, aproveitou a minha ausência e botou mulher sambando no meu barracão”... Aí não tem jeito, é só sorrir e aplaudir a Tatá rodando sua saia de cabrocha...
Thursday, December 22, 2005
Wednesday, December 21, 2005
A Ostra e o Vento
A Antônio José Pereira (meu pai)
Vai a onda Vem a nuvem Cai a folha Quem sopra meu nome? Raia o dia Tem sereno O pai ralha Meu bem trouxe um perfume? O meu amigo secreto Põe meu coração a balançar Pai, o tempo está virando Pai, me deixa respirar o vento Vento Nem um barco Nem um peixe Cai a tarde Quem sabe meu nome? Paisagem Ninguém se mexe Paira o sol Meu bem terá ciúme? Meu namorado erradio Sai de déu em déu a me buscar Pai, olha que o tempo vira Pai, me deixa caminhar ao vento Vento Se o mar tem o coral A estrela, o caramujo Um galeão no lodo Jogada num quintal Enxuta, a concha guarda o mar No seu estojo Ai, meu amor para sempre Nunca me conceda descansar Pai, o tempo vai virar Meu pai, deixa-me carregar o vento Vento
Chico Buarque
Vai a onda Vem a nuvem Cai a folha Quem sopra meu nome? Raia o dia Tem sereno O pai ralha Meu bem trouxe um perfume? O meu amigo secreto Põe meu coração a balançar Pai, o tempo está virando Pai, me deixa respirar o vento Vento Nem um barco Nem um peixe Cai a tarde Quem sabe meu nome? Paisagem Ninguém se mexe Paira o sol Meu bem terá ciúme? Meu namorado erradio Sai de déu em déu a me buscar Pai, olha que o tempo vira Pai, me deixa caminhar ao vento Vento Se o mar tem o coral A estrela, o caramujo Um galeão no lodo Jogada num quintal Enxuta, a concha guarda o mar No seu estojo Ai, meu amor para sempre Nunca me conceda descansar Pai, o tempo vai virar Meu pai, deixa-me carregar o vento Vento
Chico Buarque
Frente, esquerda ré, pisooo...
Sou a pessoa mais sedentária e preguiçosa que eu conheço. Nunca fiz nada de atividade física e quando penso nesse assunto, só me imagino fazendo yoga ou aqueles movimentos calminhos do tai chi chuan... Na escola, era sempre a última a ser escolhida para os jogos coletivos (futebol, voley, basquete, etc.), isso quando eu não inventava alguma desculpa pra não jogar, tipo: “professora, minha sinusite atacou”... De repente me vejo fazendo “esporte radical”: Fiz rafting com o povo da agência. Muito bom!!!! Em plena segunda-feira, ter contato com aquela natureza linda e aquele rio de Brotas foi o máximo. Quero ir de novo, só que dessa vez, sem ter que pular na água quando o instrutor grita “abelha”... As fotos vêm depois... Aguardem.
Thursday, December 15, 2005
Nick Nick
Lembra de nós dois assistindo “O que fazer em caso de incêndio” e depois enchendo a cara de catuaba na padoca?
Lembra de nós dois nas intermináveis conversas ao telefone?
Lembra das deliciosas caminhadas sem destino e ao mesmo tempo com destino certo para o ponto?
Lembra do telefonema que estreitou ainda mais nossos laços?
Lembra das rodas de violão com o Tiago?
“More than words”...
A nossa amizade é mais gostosa do que mousse de maracujá, quer dizer, ela nem se compara a isso...
Parabéns pra nós dois nessa data querida... e pra nossa linda história...
Lembra de nós dois nas intermináveis conversas ao telefone?
Lembra das deliciosas caminhadas sem destino e ao mesmo tempo com destino certo para o ponto?
Lembra do telefonema que estreitou ainda mais nossos laços?
Lembra das rodas de violão com o Tiago?
“More than words”...
A nossa amizade é mais gostosa do que mousse de maracujá, quer dizer, ela nem se compara a isso...
Parabéns pra nós dois nessa data querida... e pra nossa linda história...
Wednesday, December 14, 2005
Literatura na estrada
Aproveitando o tempo ocioso pra escrever sobre minhas últimas sensações de contentamento: Estou ficando mestre em conhecer pessoas interessantes no ônibus. Há alguns dias, conheci o Leandro, ele estava lendo Nietzsche e eu com essa mania de olhar para o livro alheio, despertei o interesse da pessoa: “Você pode continuar olhando, mas eu vou virar a página”, bastou para começarmos a filosofar e ficarmos amigos de faculdade e de bus. Pois bem, hoje de manhã estava sendo esmagada no ônibus e para o meu contentamento, meus olhos curiosos de perfeição avistaram um dos meus livros prediletos: Manuelzão e Miguilim, do Guimarães Rosa. Pensei comigo: “não vou conseguir ficar quieta, tenho que conversar sobre o Miguilim”... E não fiquei mesmo, assim que os olhos do Vinicius se distraíram com uma batida de carro em plena Rebouças, eu não resisti: “Desculpa te incomodar, mas é que eu adoro esse livro, você já chegou na parte em que o Dito morre?” E ele, surpreso: “O Dito morre?” Fiquei da cor da blusa que estou usando hoje: pink de vergonha... que inconveniência, esqueci que minhas palavras quase nunca cabem nas situações... Mas no final deu tudo certo, fiz mais um amigo que, pasmem: Também faz Letras na USP, só que no período da manhã... A FFLCH em peso no ônibus “Jardim Miriam”. E eu colecionando conversas literárias e filosóficas enquanto o dia estressante não começa...
Tuesday, December 13, 2005
Faz falta...

O tempo em que as minhas únicas preocupações eram segurar corretamente no lápis e olhar a lente do fotógrafo. Fico imaginando as minhas irmãs mais velhas fazendo caretas pra eu sorrir para a foto. A idéia de fingir que eu escrevia foi, com certeza, das minhas amigas-irmãs intelectuais. O rosto contemplativo continua o mesmo... Mas as bochechas diminuíram...
Monday, December 12, 2005
Finde feliz
Nossa história livre e sem pretensões à base de cerveja e carinho sem ter fim
Pessoa tão querida que, mesmo sem saber, atende alguns dos meus desejos secretos
E pra terminar, deliciosos planos da viagem com Jujuba...
Melhor que isso só mousse de maracujá que Mamatika faz pra mim.
Pessoa tão querida que, mesmo sem saber, atende alguns dos meus desejos secretos
E pra terminar, deliciosos planos da viagem com Jujuba...
Melhor que isso só mousse de maracujá que Mamatika faz pra mim.
Tuesday, December 06, 2005
Filosofando com meu amigo secreto
Adorei este trecho de O Mundo como Vontade e Representação, do Schopenhauer, “A partir desta íntima relação que a música mantém com a essência verdadeira de todas as coisas, pode-se explicar por que quando soa uma música adequada a alguma cena, ação, evento, circunstância, esta nos parece abrir seu sentido mais secreto e se introduz como o mais claro dos comentários: do mesmo modo que, para aquele que se abandona inteiramente ao impacto de uma sinfonia, é como se ele visse passarem diante de si todos os possíveis eventos da vida e do mundo: contudo, quando presta atenção, não pode indicar nenhuma semelhança entre aquele jogo sonoro e as coisas que pairavam diante dele.” É impressionante como a música me faz escapar da contingência e do absurdo do mundo. Ah, por falar em música, escolhi o presente de amigo secreto que quero ganhar. Já (e ainda bem) que tem que ser CD, escolhi o do Nando Reis e os Infernais (MTV Acústico). Estava em dúvida porque quero muito o CD da Adriana Calcanhoto (Adriana Partimpim), alguém aí se habilita? Mas quando ouvi Relicário, Por onde andei e No recreio, não tive dúvida: quero esse CD pra mim...
Bonnes choses...
Nada como ser acordada pela Bia aos berros: "Jan, como assim? Você não vai assistir minha apresentação?"
Nada como montar a árvore de Natal com Mamatika e ver os olhinhos do Marcus piscando junto com as luzinhas da árvore.
Nada como assistir o timão ser campeão, mesmo que tenha perdido a partida, com Mãe Ana me perguntando: “O Corinthians tem que fazer gol pro lado de cá ou pro lado de lá?”
Nada como a imensidão de carinho que Roberto e Renata (amigos para sempre) me proporcionam enquanto assistimos ao Especial do Chico na TV.
Nada como ouvir Coldplay antes de fechar os olhos cansados do fim de semana.
Nada como montar a árvore de Natal com Mamatika e ver os olhinhos do Marcus piscando junto com as luzinhas da árvore.
Nada como assistir o timão ser campeão, mesmo que tenha perdido a partida, com Mãe Ana me perguntando: “O Corinthians tem que fazer gol pro lado de cá ou pro lado de lá?”
Nada como a imensidão de carinho que Roberto e Renata (amigos para sempre) me proporcionam enquanto assistimos ao Especial do Chico na TV.
Nada como ouvir Coldplay antes de fechar os olhos cansados do fim de semana.
Monday, December 05, 2005
Entre dois astros incompletos...
No dia em que Janete Cristina percebeu ter perdido ambos, foi justamente num dia em que havia lido uma notícia a respeito de estrelas duplas, que parecem ser um único astro. Procurou no céu algumas delas, mas não as encontrou. As encontrou apenas dentro de si, na sua mente, na sua imaginação. Quando abriu os olhos na tentativa de pegá-las, viu que o firmamento ficava muito alto e não ao alcance da sua mão. Percebeu, então, a impossibilidade da concretização do seu desejo.
Thursday, December 01, 2005
Vai passar, eu sei que vai
Ai, como seria bom se agora eu tivesse uma capa protetora. Uma capa que me protegesse de todas as energias negativas que ultimamente rondam. Uma capa azul, cor de céu infinito. Quando pessoas ruins encostassem nela, retirariam de si toda a maldade e mesquinhez que têm na alma. Queria ir agora pra terra do nunca. E levar comigo só as pessoas que odeiam fofoca e que têm amor no coração. Ainda estou sangrando por dentro, mas vai passar.
E ela vem chegando...

Lá em casa já está todo mundo se preparando para a chegada triunfal da minha amiga-irmã querida que mora longe. A cidade londrina vai ficar um pouquinho mais cinza com a sua ausência, mas em compensação o Brasil ganhará um colorido especial com a chegada da Maracutita. Dia 25 de dezembro, Natal, ela chega... Será o nosso melhor presente, e ela promete que vem com um lacinho vermelho na cabeça...
Subscribe to:
Posts (Atom)
