WHY DON'T WE DO IT IN THE ROAD? (John Lennon - Paul McCartney)
Why don't we do it in the road?
No one will be watching us
Why don't we do it in the road?
E POR QUE NÃO AQUI NA ESTRADA? (tradução: Carlos Drummond de Andrade)
E por que não aqui na estrada?
Não há ninguém para ver nada
E por que não aqui na estrada?
Thursday, November 20, 2008


Feriado em São Paulo. Somente a criação trabalhando na agência. Piadas, risos, brincadeiras. O celular não toca, não chega e-mail, F5 F5 F5, nada serena. Textos pra revisar. Meu celular não toca e dessa vez a culpa não é minha. Nada pra falar. Vontade de sorrisos e olhares e mãos dadas. Vontade de postar. Algumas cores pra alegrar, aliás, muitas delas: Tarsila do Amaral.
E escutando a música "sertaneja" de Alejandro Filio:
"Estoy aquí con la mañana
Estoy aquí sin nada más
Estoy aquí rompiéndome, juntándome
Pegándome por fin..."
Monday, November 17, 2008
Casa das sete mulheres - cinco irmãs

Sou a caçula de 7 irmãos. Tive e (ainda bem) tenho influências de todos eles na minha vida. São cinco mulheres e três homens: Déo, Neno e Preto. Eva, Nina, Maria, Nega e Janete. Pois bem, quero falar das mulheres. Primeiro, é preciso dizer que a casa das sete mulheres é a minha casa. São sete, contando com as mães: Mãe Ita (mãezinha) e Mãe Ana (vovó).
Comecemos:
Mãe Ana: A avó mais forte e mais doce que alguém pode ter. Mulher guerreira, que plantou, colheu e só deseja o bem. Forte na crença, nos costumes, nas tradições, mas que se derrete toda com o primeiro sorriso de uma escapadela. Mulher decabelos negros aos 85 anos. Mulher do cuidado, da fé, da esperança, do neologismo, da gargalhada, da lágrima sentida e do amor incondicionalpor seu homem. "Será que, no céu, ele vai me reconhecer? Ele morreu tão novinho..."
Mãe Ita: Amor. Essa é a palavra que define minha mãe. O amor por seu marido, que cuidou até o final, até fechar os olhos, o amorpela mãe "minha mãe", e por seus oito filhos - por seus netos e por sua bisneta. Fora o Miguel, que ela cuida melhor que a própria mãe: no caso, janzinha-sereia.
Eva: A primeira de todas. A generosidade, a sensibilidade, a inteligência, a beleza discreta, confortável. Tão forte e tão frágil. Tão dedicada aos seus projetos. A irmã querida que puxou os irmãos pelas mãos e levou pro caminho das letras, das histórias, dos pensamentos e da beleza que há em tudo isso.
Nina: Mulher, mãe, filha, profissional, amante, tudo junto. Sempre a vi como a mulher caliente, a vaidosa, a corajosa. A Nina não tem medo de ser feliz.
Maria: Quando a Má foi morar em Londres, me lembro exatamente do meu egoísmo ao falar com ela, quando foi se despedirde mim, enquanto eu estava aos prantos, no meu quarto: "Má, eu não quero que dê certo a sua vida na Inglaterra, quero que você fique perto de mim."Ela me abraçou e disse: "Se não der certo, eu volto". O fato é que ela ainda não voltou de vez. Acredito que tenha dado certo. Mas o que eu guardo da Má, é a liberdade dela. O quanto é livre pra explorar o desconhecido, as sensações, novas belezas no mundo. Mulher linda, sempre presente.
Nega: Aí é complicado. É complicado falar de quem se gosta tanto. É tanto elogio junto, que parece não caber aqui dentro. A Nega é generosa, é inteligente, é elegante, é engraçada, dá colo, dá conselho, dá amor pro mundo todo. É minha amiga.
Janzinha: Ainda está se descobrindo.
É uma família de gente bonita.
As bonequinhas não nos representam. Afinal, somos três loiras e duas morenas. Fora as mães: uma de cabelos negros e outra de cabelos douradinhos.
Monday, November 10, 2008
Wednesday, November 05, 2008
Vontades e verdades
Cheguei no trabalho e pedi pro meu chefe: - Me dá um carro de presente? E ele: - Claro, vou fazer o cheque.
Gosto do trem, juro que gosto. Observo as pessoas, fico imaginando a vida delas... Se têm filhos, se são casadas, sobre a vida sexual, sobre os gostos. Fico viajando. Mas hoje o que eu queria mesmo era um carro confortável com ar-condicionado. Só pra não precisar olhar feio pra senhores abusados, tarados e nojentos.
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Às vezes eu queria juntar pessoas. Fazer de duas, uma só.
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Várias coisas me fariam gostar dele: A inteligência sem pedantismo, a maneira bonita de não ter preconceitos, o jeito como arrisca na vida, da nossa amizade que é só (tudo isso) amizade, a sutileza, a liberdade, o desapego, o modo espontâneo, o quanto é sexual, os livros que me deu de presente, a redação tão criativa, tão "aceito todas as sugestões janete", tão "você tem muitos créditos comigo". Gostaria dele por tudo isso, mas o que mais me faz gostar do meu redator predileto, é que ele me faz rir.
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Gosto do trem, juro que gosto. Observo as pessoas, fico imaginando a vida delas... Se têm filhos, se são casadas, sobre a vida sexual, sobre os gostos. Fico viajando. Mas hoje o que eu queria mesmo era um carro confortável com ar-condicionado. Só pra não precisar olhar feio pra senhores abusados, tarados e nojentos.
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Às vezes eu queria juntar pessoas. Fazer de duas, uma só.
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Várias coisas me fariam gostar dele: A inteligência sem pedantismo, a maneira bonita de não ter preconceitos, o jeito como arrisca na vida, da nossa amizade que é só (tudo isso) amizade, a sutileza, a liberdade, o desapego, o modo espontâneo, o quanto é sexual, os livros que me deu de presente, a redação tão criativa, tão "aceito todas as sugestões janete", tão "você tem muitos créditos comigo". Gostaria dele por tudo isso, mas o que mais me faz gostar do meu redator predileto, é que ele me faz rir.
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