
Sou a caçula de 7 irmãos. Tive e (ainda bem) tenho influências de todos eles na minha vida. São cinco mulheres e três homens: Déo, Neno e Preto. Eva, Nina, Maria, Nega e Janete. Pois bem, quero falar das mulheres. Primeiro, é preciso dizer que a casa das sete mulheres é a minha casa. São sete, contando com as mães: Mãe Ita (mãezinha) e Mãe Ana (vovó).
Comecemos:
Mãe Ana: A avó mais forte e mais doce que alguém pode ter. Mulher guerreira, que plantou, colheu e só deseja o bem. Forte na crença, nos costumes, nas tradições, mas que se derrete toda com o primeiro sorriso de uma escapadela. Mulher decabelos negros aos 85 anos. Mulher do cuidado, da fé, da esperança, do neologismo, da gargalhada, da lágrima sentida e do amor incondicionalpor seu homem. "Será que, no céu, ele vai me reconhecer? Ele morreu tão novinho..."
Mãe Ita: Amor. Essa é a palavra que define minha mãe. O amor por seu marido, que cuidou até o final, até fechar os olhos, o amorpela mãe "minha mãe", e por seus oito filhos - por seus netos e por sua bisneta. Fora o Miguel, que ela cuida melhor que a própria mãe: no caso, janzinha-sereia.
Eva: A primeira de todas. A generosidade, a sensibilidade, a inteligência, a beleza discreta, confortável. Tão forte e tão frágil. Tão dedicada aos seus projetos. A irmã querida que puxou os irmãos pelas mãos e levou pro caminho das letras, das histórias, dos pensamentos e da beleza que há em tudo isso.
Nina: Mulher, mãe, filha, profissional, amante, tudo junto. Sempre a vi como a mulher caliente, a vaidosa, a corajosa. A Nina não tem medo de ser feliz.
Maria: Quando a Má foi morar em Londres, me lembro exatamente do meu egoísmo ao falar com ela, quando foi se despedirde mim, enquanto eu estava aos prantos, no meu quarto: "Má, eu não quero que dê certo a sua vida na Inglaterra, quero que você fique perto de mim."Ela me abraçou e disse: "Se não der certo, eu volto". O fato é que ela ainda não voltou de vez. Acredito que tenha dado certo. Mas o que eu guardo da Má, é a liberdade dela. O quanto é livre pra explorar o desconhecido, as sensações, novas belezas no mundo. Mulher linda, sempre presente.
Nega: Aí é complicado. É complicado falar de quem se gosta tanto. É tanto elogio junto, que parece não caber aqui dentro. A Nega é generosa, é inteligente, é elegante, é engraçada, dá colo, dá conselho, dá amor pro mundo todo. É minha amiga.
Janzinha: Ainda está se descobrindo.
É uma família de gente bonita.
As bonequinhas não nos representam. Afinal, somos três loiras e duas morenas. Fora as mães: uma de cabelos negros e outra de cabelos douradinhos.
7 comments:
E eu tenho orgulho de fazer parte dessa família!
Família de gente bonita e de coracao bom!
Aqueles q vc ama, eu tb amo, minha Janzinha.
Te amo
obrigada pela parte que me toca!!!
amei a homenagem, Jan. nossa família é mesmo linda!
"As bonequinhas não nos representam": claro que não, minha cara. Porque a realidade sua e da sua família é infinitamente mais bela e adorável. Bjos!
Beijo, Jan, e obrigada.
Te admiro e te amo.
concordo plenamente com o que a Amandinha, a Tia Nega e a minha mãe disseram... valeu o post!
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