Primeiro ônibus: tatuagem de um bebê pelado com asinhas, em uma mulher bonita, com seu filho no colo.
Trem: estrumbado de gente (adoro a palavra estrumbado), com uns dez homens perto de mim. O da minha frente tinha bafo de onça, o do meu lado tinha um sovaco nojento – aliás, homem colocar regata pra andar em trem lotado não dá – e dei uma sacolada nas partes de um cara que estava atrás de mim. Mas isso foi sem querer. Mesmo.
Segundo ônibus: Fiquei em frente a um cara que dormia com a boca aberta. Os olhos dele viravam enquanto ele dormia e a boca se abria mais e mais. Achei tão feio.
Então é assim. Depois da maratona, faço o sinal da cruz pra esperar o que vem por aí.
E aí:
Não bastam as peripécias da língua portuguesa, há peripécias muito mais inesperadas em outras matérias da vida.
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