Cansada de interpretar catástrofes inexistentes... Como bem disse a Maria, “a vida precisa continuar”. E ainda bem que é assim.
Sábado: Ansiedade com o montador de móveis que não veio. Meu guarda-roupa e minha fruteira continuam em suas caixas de papelão, consequentemente, minhas roupas estão esmagadas na cômoda ou empoeiradas na caixa do fogão. Desço pra pagar o condomínio e o Seu Oswaldo: “O montador veio na sexta. Diz pra ele que sexta não é sábado!” Pois é, até as cinco da tarde esperando o cara e ele veio no dia anterior. Bom, me arrumei e fui ao cinema. Pensei em várias pessoas pra me acompanhar. Tantos amigos que não vejo há um tempo... No final, fui sozinha. Eu sempre gostei de ir sozinha também. E sentir prazer sozinha tem sido uma das minhas metas deste ano. E confesso que tem sido difícil. Daí eu me centro naquele mundinho conhecido de sempre e fico triste, inquieta, panicada. Mas aos poucos vou revertendo a situação. Bom, fui ao cinema e assisti “Tudo pode dar certo”, adorei o título, assim como eu adoro “No final dá tudo certo de algum jeito” e “Pode ser que o barco vire, também pode ser que não.” Enfim, “Tudo pode dar certo” é um filme delicioso. Primeiro porque é do Woody Allen, segundo porque apesar de “centrada”, consegui dar boas risadas, terceiro porque o filme me ensinou umas coisinhas importantes também. A principal delas é que realmente “tudo pode dar certo.”
Domingo: Dormi até o meio dia, acho que pra ajudar a compensar uma quarta-feira sonolenta. E foi bom. À tarde, fomos ao Extra: Creme de leite fresco, champignons, alcaparras, presunto e penne. Buscamos a Nega e ela me ensinou a fazer o seu tão famoso macarrão à moda da Nega. Tão facinho e tão gostoso! Meuamô disse que foi um dos melhores macarrões que já comeu na vida. Fiquei feliz. Colocamos mais bastidores na parede da sala. Está menos pelada agora. Tentei fazer fuxico, mas não ficou bom dessa vez. Quando se está inquieta por dentro, isso deve se refletir nas mãos também. Levamos a mocinha até sua casa e compramos figurinhas da Copa do Mundo, o álbum do Filipinho está ficando recheado. Depois Seu Carlos foi lá na casinha pra combinarmos a troca das persianas. Entreguei a cópia da chave, o dinheiro, e senti saudade do Isac, o netinho tão lindo e esperto que ele tem. Daí, depois do resto do macarrão, de ovo mexido, da Dança dos Famosos e do Amor, dormi tranquila, com esperança de que a curta semana que está começando seja muito boa. Amém.
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