Tuesday, April 18, 2006

Janela da alma - lama - mala

Santa Luzia que não me ouça, mas semana passada senti saudades dos tempos dos meus quase 10 graus de miopia... Teria transformado aquelas balas voando no ar em pontinhos bem pequenos, praticamente imperceptíveis. E os olhos misturados de ódio e tristeza daquele menino em duas bolinhas de gude azuis.

Agora Santa Luzia pode me ouvir. Como é bom manter aberta a janela da alma. Tô lembrando de quando fui ao cinema pela primeira vez sem as lentes de contato, era tanta cor... era tanto brilho... Fiz questão de sentar na última fileira pra ler as letrinhas. Emocionante.

“Enquanto minha miopia me traía, não pude saber se você olhou pra trás... os meus olhos apertados só pra te ver deslumbrante, indo embora naquele elefante e sabe que até admito, era tudo tão bonito, mais tão bonito”...

3 comments:

David Galasse said...
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Anonymous said...

Janzica,

Gosto muito do que você escreve e como escreve, dos teus títulos, de tua poesia implícita, de tua despretensão.

Beijo da tua irmã doutora e impaciente,

Eva.
P.S. O filme "Janela da Alma" é um dos meus preferidos.

David Galasse said...

Eu tô te explicando
Pra te confundir
Eu tô te confundindo
Pra te esclarecer
Eu tô iluminando
Pra poder cegar
Eu tô ficando cego
Pra poder guiar.