Tuesday, April 11, 2006

Escuro-claro

Este é o poema que sempre me tocou profundo... Lia e relia Inéditos e Dispersos da Ana Cristina César, nos saudosos tempos das Laranjeiras...

Por muito tempo achei que ausência é falta
E lastimava, ignorante, a falta...
Hoje não a lastimo. Não há falta na ausência.
Ausência é um estar em mim.
E sinto-a tão pegada, aconchegada nos meus braços
Que rio e danço e invento exclamações alegres.
Porque a ausência, esta ausência assimilada,
Ninguém a rouba mais de mim.

Carlos Drummond de Andrade – Com o pensamento em Ana Cristina César

2 comments:

Anonymous said...

Moça....


Onde tu andas?

Tenho saudade. MUITA SAUDADE!

Anonymous said...

sua ausência tem doído... naõ te encontro mais nem no ônibus...
beijo com saudades