Este é o poema que sempre me tocou profundo... Lia e relia Inéditos e Dispersos da Ana Cristina César, nos saudosos tempos das Laranjeiras...
Por muito tempo achei que ausência é falta
E lastimava, ignorante, a falta...
Hoje não a lastimo. Não há falta na ausência.
Ausência é um estar em mim.
E sinto-a tão pegada, aconchegada nos meus braços
Que rio e danço e invento exclamações alegres.
Porque a ausência, esta ausência assimilada,
Ninguém a rouba mais de mim.
Carlos Drummond de Andrade – Com o pensamento em Ana Cristina César
2 comments:
Moça....
Onde tu andas?
Tenho saudade. MUITA SAUDADE!
sua ausência tem doído... naõ te encontro mais nem no ônibus...
beijo com saudades
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