Friday, September 05, 2008
Era um dia de verão. As lantejoulas de sua saia florida brilhavam forte com aquele sol escaldante. Após mais um dia de trabalho estressante, ela sai do prédio colorido por fora e caminha em direção ao trem. Faz isso todos os dias. Mas de repente, ela se vê pegando outro caminho. Andou pela avenida sem rumo, no fundo sabia que o trem ainda continuaria lá, que se quisesse era só voltar. Mas ela queria experimentar. A avenida parecia não ter fim e a volta para o trem parecia cada vez mais distante. Cansou. Avistou um bar. Imaginou que a cerveja alí seria barata. Espera, ela não gosta de cerveja. Já estava decidido isso na vida dela. Se viu sentada no bar, pedindo uma garrafa de cerveja e comprando um cigarro. Tomava sua cerveja sem vontade enquanto olhares aconteciam ao seu redor. Um homem com cabelos encaracolados pede para sentar ao seu lado. Ela diz que não. Queria tomar sua cerveja sozinha. Ele a odeia pela rejeição e diz: "Loira, linda e metida". Ela nem prestou atenção. Aquela propaganda antitabagista é horrível. Deita a cabeça na mesa do bar, só queria um abraço. E fica lá um bom tempo. Se levanta, tonta, deixa a garrafa vazia de cerveja, o cigarro aberto e despedaçado e um pouquinho dos seus medos em cima da mesa. Resolve voltar, segue em direção ao trem e se lembra de separar a roupa do dia seguinte.
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3 comments:
Por vezes as fugas do cotidiano parecem muito mais penosas do que a própria rotina dos edifícios coloridos apenas por fora...
é, mas dessa vez acho que não foi não manu... foi até bom...
E eu não tenho nada a comentar sobre o que vc escreveu... passei mesmo para deixar um beijinho.
=)
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