Ponha a saia mais leve de chita e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passar debaixo de sua janela.
Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de conto de fadas. E ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteria.
(Carlos Drummond de Andrade)
2 comments:
Que saudade queridona!!!
Serei um leitor assíduo do seu blog...
Beijão
A gente mata a saudade já já... e prometo que vou com a saia mais bonita de chita... Beijinhos!!!
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